O que é esse desejo que rouba toda a minha atenção?
Que não me permite pensar em outra coisa senão você?
E todos os clichês, os velhos e os novos não podem,
Não são capazes nem, tampouco, suficientes,
Pra expressar o tamanho disso que eu sinto,
Ao lembrar que você simplesmente existe,
E que a qualquer momento você virá aqui,
Junto de mim, pra atiçar ainda mais meu desejo.
Vai falar ao meu ouvido e provocar um calafrio,
E pondo a mão no meu corpo vai me fazer estremecer.
E por mais que eu tente me controlar, disfarçando,
Você lê a inquietação do meu olhar e instiga mais,
Até que, fora de mim, eu deixe claro o que eu quero.
Sob o seu cinismo ao me perguntar: "O que foi que eu fiz?"
Você sabe, que na verdade eu não quero saber o que você fez,
Mas sim, o que você vai fazer comigo agora!
Você me leva a seguir seus passos até a cama,
Que é onde eu já não sou dona de mim.
E entrego a ti o que desde sempre te pertence:
Minha vida, meu corpo, meu coração,
Numa bandeja de prata, pulsando por você.
E sem nenhum arrependimento eu posso, enfim,
Morrer feliz, sem derramar lágrima alguma.
Pois sabendo que dei a ti, de mim, a melhor parte,
Teria cumprido, por fim, minha missão.
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