Eu tive vontade de chorar mas, segurei firme.
Enquanto pude, contive a lágrima.
Mas ela é traiçoeira, como tudo em mim.
Fugiu do meu coração e transbordou em meus olhos.
Só não deixei que ela corresse em minha face,
Porque assim molharia o meu brio,
Feriria, como que à faca, o meu orgulho.
E este é o último pedaço de mim mesma que conservo.
A última memória de uma guerreira ferida, quiçá, morta.
Às vezes, creio não ter sobrado se quer o orgulho.
Da mulher prepotente e arrogante que eu fui, um dia.
De mim e da outra, tudo e nada.
Entram num conflito constante.
E com medo que assisto a tudo isso.
Essa pequena guerra dentro de mim.
Tudo ocorre em câmera lenta.
Vejo a que se diz "a outra" destroçando a que parecia ser a verdadeira.
Mas se eu disser que a verdadeira era uma farsante, talvez, possa tornar as duas uma só.
Ou, criar uma terceira.
São muitas vozes por trás do meu discurso.
E eu não gosto nada, nenhum um pouco, disso.
Alguém pode, por favor, retirar a caneta da minha mão para que eu pare de escrever?
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