Porque a cada dia que passa eu posso perceber em seus olhos que diminui a sua confiança em mim?
Se cada passo, cada vitória, dedico a você com gratidão.
Se mudei os meus hábitos de uma vida inteira, se deixei pra trás todos os meus falsos amores.
Se rasguei os retratos, queimei as agendas e os diários, apaguei, enfim, todos os registros.
Tudo isso pra você entender que na minha vida não existe nada mais, além do nosso amor.
Mas agora essa angústia invade meu peito e me deixa desesperada, achando que dessa vez não terá volta.
Será que a vida inteira eu vou passar me perguntando: "O que eu faço pra ele confiar em mim?"
O tempo todo temendo te deixar intrigado, chateado, irritado. Me policiando, me corrigindo.
Até quando?
quarta-feira, 17 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
Só quem vive
Só quem é vivo pode confiar em quem está ao seu lado.
E dizer isso pra pessoa e deixar claro que isso não vai mudar,
Correndo o risco de ter esse cristal partido em mil pedaços.
Só dá a cara à tapa quem vive aqui, no mundo de verdade,
E ri e chora. Corre, sente frio, sede e fome por crer no amor,
Mesmo quando pela frente há apenas silêncio.
Só mesmo quem tem medo pode se dizer vivo.
Ter medo faz parte, o medo se dá quando é preciso proteger,
Mas há que entender que proteger não é ocultar.
E é só por que eu estou aqui viva que fiz o que fiz,
Errei como errei, chorei quanto chorei, sofri daquela forma,
De maneira intensa foi que eu lancei mão de cada passo.
Fiz da minha estrada meu caminho, meu jardim e minha casa.
Onde pudesse me sentir a vontade onde quer que estivesse,
E ainda assim, tive medo até quando disse que não sentia.
Mas nem mesmo ele foi capaz de me deter,
Só porque nada tem força suficiente para me parar.
E dizer isso pra pessoa e deixar claro que isso não vai mudar,
Correndo o risco de ter esse cristal partido em mil pedaços.
Só dá a cara à tapa quem vive aqui, no mundo de verdade,
E ri e chora. Corre, sente frio, sede e fome por crer no amor,
Mesmo quando pela frente há apenas silêncio.
Só mesmo quem tem medo pode se dizer vivo.
Ter medo faz parte, o medo se dá quando é preciso proteger,
Mas há que entender que proteger não é ocultar.
E é só por que eu estou aqui viva que fiz o que fiz,
Errei como errei, chorei quanto chorei, sofri daquela forma,
De maneira intensa foi que eu lancei mão de cada passo.
Fiz da minha estrada meu caminho, meu jardim e minha casa.
Onde pudesse me sentir a vontade onde quer que estivesse,
E ainda assim, tive medo até quando disse que não sentia.
Mas nem mesmo ele foi capaz de me deter,
Só porque nada tem força suficiente para me parar.
terça-feira, 9 de março de 2010
Mais perto
Naquela manhã eu acordei cedo e fui trabalhar.
Voltei pra casa no almoço, voltei pra igreja mais tarde.
Você me disse que iria, mas não havia chegado.
Perdia minhas esperanças a cada passo rumo ao altar.
Foi quando eu te vi piscar pra mim e senti que sim.
E sorri e tremi e não tinha como disfarçar o nervosismo.
Subi, desci, conversei, olhava pra você. Corri.
Tive medo que você fosse embora sem me esperar.
Mas você esperou. E foi pra casa comigo naquela tarde.
Eu toquei a sua mão e soltei depressa, com vergonha.
Nós andávamos sem rumo pela rua, até chegar na esquina.
Você disse que ia me levar até o portão, era o que eu queria.
E foi na frente da minha casa que aconteceu.
Parados na calçada eu, você e todo o resto do mundo.
Naquela indecisão que antecede os grandes feitos do homem.
Mais perto as mãos. Mais perto os corpos, o abraço apertado.
Aquela troca de olhares, as bocas. Mais perto até se tocarem.
E se tocaram em pequenos beijos curtos e consecutivos.
Ia chover, mas naquela tarde não, São Pedro não quis.
Apenas meia dúzia de gotas curiosas cairam sobre nós.
Elas queriam ver e de fato viram nosso primeiro beijo.
Há dois meses o sonho de vinte anos deixou de ser sonho.
Quando eu beijei o homem que amo e comecei a viver de verdade.
Voltei pra casa no almoço, voltei pra igreja mais tarde.
Você me disse que iria, mas não havia chegado.
Perdia minhas esperanças a cada passo rumo ao altar.
Foi quando eu te vi piscar pra mim e senti que sim.
E sorri e tremi e não tinha como disfarçar o nervosismo.
Subi, desci, conversei, olhava pra você. Corri.
Tive medo que você fosse embora sem me esperar.
Mas você esperou. E foi pra casa comigo naquela tarde.
Eu toquei a sua mão e soltei depressa, com vergonha.
Nós andávamos sem rumo pela rua, até chegar na esquina.
Você disse que ia me levar até o portão, era o que eu queria.
E foi na frente da minha casa que aconteceu.
Parados na calçada eu, você e todo o resto do mundo.
Naquela indecisão que antecede os grandes feitos do homem.
Mais perto as mãos. Mais perto os corpos, o abraço apertado.
Aquela troca de olhares, as bocas. Mais perto até se tocarem.
E se tocaram em pequenos beijos curtos e consecutivos.
Ia chover, mas naquela tarde não, São Pedro não quis.
Apenas meia dúzia de gotas curiosas cairam sobre nós.
Elas queriam ver e de fato viram nosso primeiro beijo.
Há dois meses o sonho de vinte anos deixou de ser sonho.
Quando eu beijei o homem que amo e comecei a viver de verdade.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Mil pedaços
As fotos, agora rasgadas, não falam mais.
Estão pra sempre perdidas, em mil pedaços,
Não dizem mais nada, não nos unem.
As fotos rasgadas, perdidas no lixo,
Em algum aterro, há quem possa achá-las?
Juntar aqueles pedaços não vai adiantar.
Pra mim agora aquela história tanto faz.
As fotos rasgadas, antes guardadas em álbuns,
Agora, não existem mais.
Estão pra sempre perdidas, em mil pedaços,
Não dizem mais nada, não nos unem.
As fotos rasgadas, perdidas no lixo,
Em algum aterro, há quem possa achá-las?
Juntar aqueles pedaços não vai adiantar.
Pra mim agora aquela história tanto faz.
As fotos rasgadas, antes guardadas em álbuns,
Agora, não existem mais.
Assinar:
Postagens (Atom)