quinta-feira, 30 de maio de 2013

Irreversível


irreversível 
ir.re.ver.sí.vel 
adj (i2+reversível) Que não é reversível; que age apenas em um sentido.


Se o que você quer é sair da minha vida, vá em frente:
Você está seguindo pelo caminho certo,
Mas esteja atento, pois ele é irreversível.
Como suas palavras no fim da tarde de ontem,
Como os espinhos que você pôs, um a um, em meu coração.
Ainda que você se arrependa e os arranque, jamais cicatrizarão as feridas.
Purulentas, vazias e ao mesmo tempo cheias de ódio e indignação.
Eu esqueci de te falar somente, tão somente, uma coisa:
Eu, ainda existo.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Tá, tudo bem...

Você me lança para longe de si toda vez que me faz chorar
E esse seu prazer em ver as minhas lágrimas é a confirmação
Da tristeza, da dor, da solidão a que estou fadada
E não posso fugir desse destino, não sei porque

Você e essa sua mania de me confundir com uma secretária
A quem se dá uma lista de tarefas que ela tem que cumprir
Em prazos determinados por você e que, geralmente,
Não levam em consideração a capacidade humana de concluir tudo a tempo

Você e essa habilidade única de me fazer voltar a escrever
Os mesmos clichês de sempre, as mesmas palavras
que só me vem à mente quando eu estou muito triste.
Como eu me sinto agora, sem vontade de conversar, pasmem.

E eu, fico aqui, tentando disfarçar aquelas lágrimas insistentes
Com vontade de gritar pro mundo ouvir
Que você é só mais um covarde, mimado
E que não, não está tudo bem.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Nos tempos da escola...

Quando leio as coisas que escrevo (e entenda, só eu leio) me sinto inteligente. Mas, pensando melhor, é muito fácil perceber que isso é só impressão.
Notei que escolhi ser professora pra nunca sair da escola. Que no fundo meu objetivo é nunca deixar de ser aluna da educação básica. Nunca crescer (o que chega a ser irônico). E assim, manter-me próxima de quem eu era. E de como eu era feliz ( e sabia).

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Esquisito

A quem eu devo agradecer por ter perdido o foco?
A quem eu devo agradecer por mais essa dose de desânimo?
Ao amor incondicional que dediquei a você? 
Ao gene da traição latente que carrego dentro de mim?
Aos meus excessos, meu carinho, minha distração?
Será que você tá certo, será que eu errei?
Mas que porra! Se eu errei, fala-me em que!
Que até onde eu sei dar atenção a quem se ama não é pecado
E errado está sendo você me oferecendo essa prisão
A liberdade já se foi há tanto tempo, há apenas o que restou de nós
Duas múmias ressentidas e magoadas.
E eu já não vejo porque continuar assim.
Se nem a distancia, o tempo sem se ver conseguem dar jeito nisso.