Aqui, bem dentro do meu coração.
Que já não sabe muito bem quais são as suas vontades.
E nem ao menos, as minhas.
Mas, ora: não cabe ao coração saber das coisas!
Cabe ao coração, apenas bater, há medida de que sente...
Mas, como o meu já não sente, há tanto tempo
Tentei ensiná-lo a saber...
E no fim: nem uma coisa nem outra!
Diante de tantas humilhações gratuitas, vãs
Eu me pergunto: o que é que me impede de dizer adeus?
Se como estou, já não sou capaz
De simplesmente sorrir, sem mais
E se voltei a escrever (e bem!) a causa não pode ser outra:
Se não dor e sofrimento
Por um lado, um mundo inteiro de descobertas
De sensações e novos movimentos
De outro, eu mesma sufocada entre tantas novidades.