domingo, 20 de junho de 2010

Para sempre

Você passa a existir a partir do momento em que você sofre. A sociedade nos impõe escolhas. Se você escolher o que sociedade quer, você deixa de existir, agindo de forma covarde. De outra forma, ao fazer a sua escolha, indo na contra-mão, optando pela sua vontade, você deve assumir junto as consequências de cada ato seu, ainda que isso, por vezes, seja prejudicial. Com isso, gera-se a angústia que atormenta o ser e ela nada mais é do que consequência do existir. Não há existência sem dor. Quem não se desgasta não vive, não existe. A sociedade á autora de um sistema que nos impõe o que é convencionado como certo. A partir do momento que você questiona tudo isso entra em crise. Por isso, precisamos aprender a respeitar o outro. O sentido da vida não pode ser depositado no trabalho, no chefe, na profissão, na carreira. O sentido da vida deve ser depositado naquilo que realmente importa: as relações humanas.

Já que tudo o que vivemos aqui é uma farsa e não atingiremos nem a essência da vida, nem a da morte, que ao menos eu possa escolher qual papel eu vou representar, de qual "faz de conta" eu vou brincar. Com as escolhas passo a existir e com isso pagarei o preço da minha liberdade.

Por maior que seja o problema, ele não é um problema. É apenas uma ilusão que eu criei.

Trechos de anotações da aula sobre Existencialismo, com ênfase na obra Para Sempre de Vergílio Ferreira ministrada pelo Prof. Dr. Gerson Gonçalves da Silva no dia 18 de junho de 2010.

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