É o celular que toca, é meu coração que bate mais forte.
Você está lá fora, sentado na calçada ou perto do poste,
Me aguardando, impaciente em seus dois minutos de espera.
O sol, a lua, as estrelas, a chuva, o vento, a rua, os pássaros,
Todos pararam pra ver o minuto mágico em que eu saio,
E o meu olhar cruza com o teu, abrem-se sorrisos sinceros.
Um abraço cheio de saudade, um beijo doce, eu na ponta dos pés.
As minhas mãos no teu pescoço, meu peso sobre teu corpo.
Vizinhos olham, pessoas passam, no meu mundo não há ninguém,
Quando olho nos teus olhos que se fecham, antes fitando em frações de segundo,
A minha boca e a tua, que entreabertas, procuram uma à outra beijar-se,
Amar-se, completar-se, realizar-se, saciar-se, ah quem me dera! Fundir-se.
E depois disso, eu sei, meu mundo vai desmoronar em segundos,
Quando você diz que tem que ir embora. Agora.
Oscilando entre a razão e a fragilidade eu digo que é cedo.
Mas nada que eu diga vai manter você junto de mim nessa hora.
Em que os deveres, os afazeres, os compromissos te chamam.
E você tem que ir pra longe de mim...
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