Um emaranhado de perguntas sem respostas
Um clichê a mais ou a menos solto ao vento.
A mentira que você quis contar, eu contei.
A mentira que você quer ouvir, sou eu mesma.
Uma farsa deliciosamente implicante.
Um vício irritantemente repugnante.
De que lado você está?
Do meu ou dos outros?
Eu sou sua farsa descarada e desmedida.
Eu vou atormentar a sua vida até você pedir pra descer.
Nas ruas você passa por uma menina estranha.
Sensualmente antissocial e antipática.
Sou eu usando uma das minhas máscaras.
Aqueles cabelos cacheados ao vento são meus.
O perfume marcante, a voz rouca e grave.
Tudo isso me pertence e eu uso bem.
Pra te envolver em mil enredos nos quais eu me perco.
E me encontro perdida até que alguém surja e...
...faça eu me sentir ainda mais perdida.
Eu não vou pedir desculpas mais de uma vez.
E se eu pedir, pode ter certeza, faz parte do meu show.
Preciso convencer o mundo a ter pena de mim.
E eu não serei mais a principal suspeita do seu assassinato.
Apenas mais uma viúva.
"Como você poderia me dizer que eu estava errada?
Foi um assassinato, mas não um crime!"
(Cell Block Tango - Chicago)
Foi um assassinato, mas não um crime!"
(Cell Block Tango - Chicago)
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