segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Delírios

Se perguntarem por mim digam que eu morri.
Se duvidarem ser verdade digam que é nisso que eu acredito.
Já vivi o suficiente pra saber como me sinto, pra onde o barco vai e como as coisas terminam quando entram num dado caminho.
Eu sei o suficiente pra crer que isso é o bastante.
Quando você fala e ninguém te ouve é porque não há mais nada.
Quando você chora sozinha, quando não há mais vozes ecoando, risadas.
E tudo se torna uma questão de protocolo. Estaremos juntos, eu sei.
Mas o que nos une? Já não se sabe... Ninguém o sabe.
Tampouco eu e você, outrora nós.
Eu perdi o sono de vez e só o encontrarei na hora de acordar.
Sem motivos para tanto, sei que irei fazê-lo.
Afinal, a máquina não pode parar, jamais.

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