terça-feira, 28 de setembro de 2010

Dos desaforos levados pra casa

Eu sei, você não vai me ligar
Um pedido de desculpa seu é impossível
Mas é tão necessário, indispensável
Eu é que tenho que me acostumar
A engolir as lágrimas e suportar a dor
Esquecer a mágoa, esquecer...
Seguir em frente sem ouvir sua voz repetir
Os desaforos que eu nunca esperei ouvir
Mas ouvi. E ao ouvir, calei.
E quando falei que te amava, era tarde.
Você havia desligado. Indiferente.
Agora estou aqui, a voz entrecortada.
O coração dilacerado bate lentamente.
Bombeia um sangue envenenado pelo rancor
E pensar que dez minutos antes
Eu olhava uma foto tua e repetia pra mim mesma
O quanto eu te amo, o quanto eu preciso de você...
"Fixação! Seus olhos num retrato..."
Há somente um abismo entre nós
Você, via sentar e esperar a montanha andar
Eu, vou saltar pra encontrar você em algum lugar...
...mas eu só aceito você verdadeiro.

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