Você me lança para longe de si toda vez que me faz chorar
E esse seu prazer em ver as minhas lágrimas é a confirmação
Da tristeza, da dor, da solidão a que estou fadada
E não posso fugir desse destino, não sei porque
Você e essa sua mania de me confundir com uma secretária
A quem se dá uma lista de tarefas que ela tem que cumprir
Em prazos determinados por você e que, geralmente,
Não levam em consideração a capacidade humana de concluir tudo a tempo
Você e essa habilidade única de me fazer voltar a escrever
Os mesmos clichês de sempre, as mesmas palavras
que só me vem à mente quando eu estou muito triste.
Como eu me sinto agora, sem vontade de conversar, pasmem.
E eu, fico aqui, tentando disfarçar aquelas lágrimas insistentes
Com vontade de gritar pro mundo ouvir
Que você é só mais um covarde, mimado
E que não, não está tudo bem.
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